Feeds:
Posts
Comentários

Pull Off em parceria com o Coletivo Novo

Por Mikhail Favalessa

logo-alpha

Os fazedores de moda do Coletivo Novo estão sempre se movimentando e fazendo novas empreitadas. Uma bem recente é o site deles, que tá no ar desde a Convenção de Moda, que rolou em dezembro. Vários textos bem legais de análise de figurino e moda em geral já foram postados, e há duas semanas eles contactaram a Pull Off pra desenvolver um layout novo pro sitio.

Ontem e hoje estive fazendo os últimos ajustes, e agora ta praticamente pronto todo o lance. Plataforma wordpress, layout com fundo inspirado na grife da Bianca Poppi e espaço pra um monte de anúncio. Curti.

flagra lá ó:

www.coletivonovo.org.br

E o melhor de tudo é que o Coletivo Novo contratou o serviço e vai pagar em cards, que vão ser reinvestidos pelo Snorks, fazendo girar a cadeia produtiva. Bem bacana.

Entre Justos e Profanos

Por Mikhail Favalessa

aoxin-divulgacao

Uma lacuna deixada pelos veículos cuiabanos que falam sobre música são as resenhas sobre discos. Tem uma pá de, especialmente, blogs legais, mas as resenhas aparecem mais pros shows. Hoje eu começo a destilar algumas opiniões sobre os discos das bandas cuiabanas e fora do eixo que se encostam no hardcore e seus afins, ou nem tanto. A primeira a entrar na mira foi o Aoxin.

 

Desde 2006 os garotos, agora já não tão garotos, se aventuram em gravações. Antes de lançar um disco cheio, lançaram um EP em 2006 e um single em 2007, fazendo bom uso deles nas divulgações da banda, angariando um público considerável em Cuiabá. Depois disso, ainda em 2007, começaram a gravar “Entre Justos e Profanos”, com dez faixas e produção de Rodrigo Lopes.

 

Musicalmente o disco faz jus ao rótulo de screamo em sua segunda onda, pós 2002. O screamo-o-rama, termo que deu origem ao nome do gênero e que significa algo como “gritos sem parar”, é uma das fortes características do Aoxin no disco. Levy e Luis Paulo fazem as vozes melódicas, extremamente bem casadas, enquanto Maiko vai duro no throating, intercalando ambas em algumas partes, e cantando juntas em outras. Isso cria um caos em algumas partes, como no final de “Vida Oposta”. Empolgante.

 

As guitarras e o baixo também chamam bastante atenção. Duetos das freqüências médias não faltam por todo o disco, e criam linhas melódicas deveras bonitas. Tudo muito sincronizado. Já o baixo é um caso a parte, eu diria. Se quando eu reparava nas guitarras duetadas já vinha o A Wilhelm Scream na minha cabeça, quando parei pra analisar o baixo a relação pulou na minha frente. Em “Ela Grita” o começa-para-começa-para e os tappings são a cara de The Horse, música do AWS, e isso é um elogio. Difícil achar bons baixistas por aqui (sempre rola muito guitarrista fazendo as vezes de baixista, e a pesar de isso já ter gerado um Ebinho Cardoso da vida, é difícil dar muito certo). Ele ainda se soma a um bom pedal duplo do Igo, que por vezes parece fazer toda a música balançar num terremoto sonoro (“A fraqueza que eu desprezo” parece ser o melhor exemplo). Bem pesado.

 

E contrastando com todo esse peso, o Aoxin mostra que também bebe do pop. Reforçando a inclusão deles na segunda onda do screamo, violões aparecem várias vezes, guitarras clean dedilhadas também, talvez revelando o porquê de o som deles ter sido bem aceito por públicos que não são muito chegados a barulho.

 

As exceções aos elogios que possam ser feitos ao disco ficam por conta de uma certa imaturidade do grupo, e também nas timbragens. Deixa eu explicar. Sendo o primeiro disco cheio, ou seja, a primeira vez que eles compilam mais de 5 músicas no mesmo registro, acabaram deixando várias músicas muito parecidas entre si. Algo que deve mudar com o tempo, mas que atrapalhou dessa vez. Quanto às timbragens, meu gosto me diz que elas soaram simuladas, meio sem sal.

 

Nada que tenha tornado o disco ruim, e no geral ele é sim muito bom. Se fosse pra escolher uma música preferida “Não se apóie nos pilares” com certeza soaria unânime entre meus neurônios. Rápida, berrada, com um solo animal.

O disco tá todo disponível no Tramavirtual do Aoxin, só acessar aqui. (Tem até um usuário próprio do Aoxin pra fazer o download, se você não tiver cadastro).

Entrevista com André, Nitrominds!

nitrominds-andre-sendo-carregado

Já estamos na metade de Janeiro, e isso quer dizer que o carnaval ta chegando. Em Cuiabá, e mais recentemente no Brasil todo, isso quer dizer uma coisa: Grito Rock! É, o maior festival integrado de que se tem notícia já está em plena produção nas mais de 40 cidades sul-americanas que comemoram o carnaval roqueiro. Na edição cuiabana algumas bandas já começam a se confirmar. A segunda-feira de carnaval vai ser o dia pesado por aqui, organizado pelo Sindicatto, e que já tem as cuiabanas Snorks, N3CR, Venial e Raiva em Paz. A primeira banda de fora confirmada pra esse dia é o Nitrominds (!), banda paulista fodona com 15 anos de estrada que vem pra matar a sede de hardcore do público cuiabano. A seguir a Pull Off traz uma entrevista exclusiva com o André, vocalista do Nitro.

 

 

Pulôver – O Nitro ta aí já tem uma cara né? Daria pra dizer que vocês viveram já pelo menos dois momentos bem diferentes da música independente brasileira… O que você tem visto de interessante nas movimentações ultimamente?

 

André Nitroala – Sim 15 anos de rockEu acho que cena vai mudando. A cada 3 anos ela dá uma guinada, as vezes pra melhor, as vezes pra pior.

 

Pulôver – E você acha que a última mudança foi pra melhor ou pra pior?

 

André Nitroala - Eu acho que foi pra pior, pelo menos no hardcore, com essa onda emo, agora parece que está tudo parado, tomando uma outra direção.

 

Pulôver – Falando em emo, ultimamente você tem escrito pro site da MTV, né? Seria uma tentativa de colocar um hardcore menos fru-fru por lá? rs.

 

André Nitroala - Meu blog na verdade é um alerta. Quero mostrar que existe muita coisa boa, fora da mídia de massa, muita gente produzindo coisa, sendo que no espaço da TV muitas vezes é impossível aparecer. Tenho liberdade total pra falar de quem eu quiser por lá, e isso é bem legal.

 

Pulôver – o Nitrominds tá com show marcado no Grito Rock Cuiabá né! Primeira vez por aqui, já tinha quase rolado antes… O que a molecada cuiabana pode esperar do show? Set list e etc…

 

André Nitroala – Vamos deixar o set com músicas do novo disco e bastante coisa antiga também. Só não fomos daquela vez porque caiu o avião da TAM e cancelou todos os vôos e tal, mas não vemos a hora de aparecer por aí!

 

Pulôver – E do Grito Rock em si… O Circuito Fora do Eixo tá bem articulado né, tem quase 40 Gritos marcados pelo país… O que você acha dessa rede de trabalho e das outras associações que tem sido formadas, tipo a ABRAFIN?

 

André Nitroala - Eu acho ótimo, porque mantém um padrão organizado, e possibilita chances a todo o tipo de música independente. Eu mesmo estou dando uma força pro Grito em São Caetano do Sul, ao lado do pessoal do Cidadão do Mundo.

 

Pulôver – E sobre novos projetos? Você montou uma outra banda né, o Musica Diablo, com o Derrick do Sepultura, e fazendo um som mais voltado pro metal/trash… Têm planos pra ele, de shows e tal?

 

André Nitroala – Sim temos. Está bem legal o projeto, está tomando cara de banda agora, estamos fazendo bastante música e vamos esperar o Derrick voltar da tour com o Sepultura, para gravarmos mais coisa. Shows só quando fecharmos mais músicas no estúdio e tivermos um repertório de, no mínimo, umas 10 músicas. O Myspace tá agitado, umas 20 mil visitas em 2 meses…

 

Pulôver – Se shows só mais pra frente, por enquanto é o Nitrominds bombando né… Vão continuar mandando ver na tour do “Verge of Collapse” até quando?

 

André Nitroala - Vamos continuar divulgando o CD, temos mais uma tour na Europa em Setembro, tem Argentina, e vamos fazer uma tour aqui no Brasil de 15 anos de banda. Fora isso, vamos gravar um CD de covers.

 

Pulôver – opa, fala mais desse CD aí…

 

André Nitroala – um sonho antigo, vamos colocar ele online primeiro. Vamos gravar bandas que crescemos ouvindo, como 7 Seconds, Nuclear Assault, DRI, Dag Nasty, etc. Começaremos gravar algo em abril /maio. Vamos aproveitar a vinda do Down by Law (EUA) e colocar o Dave Smalley pra cantar duas músicas: uma do Dag Nasty e outra do próprio Down by Law.

 

Pra saber mais:

www.myspace.com/nitrominds

www.myspace.com/musicadiablo

www.fotolog.com/nitrominds

www.mtv.com.br/hardcore

Self Help com gás total pra 2009

Juliano soltando o grito, na Prévia do Calango 2008. Foto de Paulo Kyd

Juliano soltando o grito, na Prévia do Calango 2008. Foto de Paulo Kyd

O Self Help foi uma das bandas que, seguindo uma certa tendência nacional, voltou a se apresentar em 2008, depois de alguns anos sem atividades. A seguir, trazemos uma entrevista com Juliano, vocalista e figurinha carimbada do hardcore melódico cuiabano. Saca só:

Pulôver – O Self Help começou no início dessa fase 2.000 da cena cuiabana, né? Pararam em 2005 e voltaram em 2008. Como foi o primeiro período pro SH e o que você vê de diferença entre esses dois períodos?

Juliano SH - Antigamente as bandas faziam mais som por gostarem de estar no palco simplesmente, acontecia com o Self pelo menos. O público era diferente, ia mais atrás daquela banda e não de estilos de som, era outro mundo, era o embrião dessa cena que hoje existe. Acredito que as bandas daquela época são responsáveis diretas pelo crescimento e pelo incentivo pras bandas que existem hoje. Atualmente a coisa é diferente, existe um amadurecimento tanto das bandas como do público, a cena é muito mais exigente e quem não corre atrás vai ficando. Nós somos muito gratos por viver esses dois momentos e ver o quanto éramos ingênuos quando tudo começou!

Pulôver – Em 2008 vocês voltaram a se apresentar né? Porque resolveram isso? Como foi esse ano de volta?

Juliano SH - cara “a volta” já vinha sendo conversada a mais de ano, sentíamos muita falta de tocar juntos. Desde o início, a banda sempre teve muita conexão entre os integrantes. O que segurava a volta era que queríamos muito voltar com a formação original… como isso não foi possível nós pensamos e decidimos voltar sem contar com a presença do nosso antigo baixista, o Cleverson. Com muita conversa também descobrimos o amadurecimento de cada um, e decidimos voltar sim, mas com uma cabeça renovada, tentando fazer um bom uso de tudo que aprendemos. Daí foi só ensaio. Íamos voltar em 2009, mas surgiu a oportunidade de tocar na prévia do Calango, e como todos não viam a hora de tocar, convidamos o nosso hoje companheiro de banda Leandro (Aranha) para o baixo. Daí foi ensaio e correria pra conseguir fazer a melhor apresentação possível, e conseguimos logo de cara um lugar na final das prévias, o que fez a gente sentir mais vontade de continuar e voltar de vez pra cena.

Pulôver – Massa! Agora estimulados, voltaram a produzir né! Tão com músicas novas já, ou tão ensaiando as músicas que fizeram na primeira fase só?

Juliano SH – Cara, estamos trabalhando bastante nisso. A banda mudou bastante e tem muitas músicas antigas que não se encaixam mais, então estamos trabalhando algumas que ainda possam fazer parte dessa nova fase, mas estamos produzindo muito também. Já temos 5 músicas novas prontas, e praticamente todo dia sai mais uma quentinha… estamos nos encontrando todos os dias pra produzir, temos o mês de Janeiro só pra isso, então estamos aproveitando pra chegar em fevereiro com o EP pronto e com o show atualizado.

Pulôver – Falando em EP, e os planos pra 2009? Vocês tão começando a trampar mais no agenciamento da banda, né, fizeram MySpace agora… o que mais podemos esperar do Self Help?

Juliano SH – Bom, a Self vai vir com tudo em 2009! Já marcamos a pré-produção do CD, que rola mais pro fim do ano, vamos produzir um videoclipe até o fim do primeiro semestre, já estamos correndo atrás de novas parcerias e intercâmbio com outras bandas de alguns estados do Brasil… a correria vai ser total! Estamos pensando desde o tênis que vamos usar, até a abertura do show, passando por todos os possíveis quesitos a serem trabalhando pela banda. 2009 vamos voltar de vez!


Quer saber mais sobre o Self Help e escutar suas músicas?

www.myspace.com/selfhelphc

Clipe do Snorks já tem mais de mil views

Babi (PADAM) preparando o visú do Felipe (Snorks) - uma das muitas parcerias em rede

Babi (PADAM) preparando o visú do Felipe (Snorks) - uma das muitas parcerias em rede

Até o momento deste post (17h30 da tarde do dia 06 de janeiro), o primeiro videoclipe do Snorks já foi visto cerca de 1.300 vezes no YouTube (somando-se os vídeos postados nos canais do Snorks e da Próxima Cena). O clipe é, com certeza, a prova de que trabalho em rede (com trocas solidárias) e as (já nem tão) novas ferramentas de divulgação via internet funcionam bem. A concepção do clipe foi toda feita na 3ª edição da SEDA – Semana do Audiovisual, produção do Espaço Cubo e da Próxima Cena e realizada com financiamento do Cubo Card – a moeda complementar dos cubistas, com participação de uma pá de gente desde a roteirização, gravação, edição, produção, etc – Otávio Pacheco, Daniel Lisboa (oficineiros, parceiros e quem superviosou tudo), Rafael Rolim (do Massa Coletiva – SP, dando um help) Dríade Aguiar, Lígia Torres, Heveline (oficinantes – produção firmeza demais), André, Maísa (do Vitrolas Polifônicas, dando um help e atuando), Carol Morgan, Gabriel Dibi, Caio Schlosser e Jessy (atuando).

Isso sem falar nas parcerias estabelecidas com Padam e Volume Grife (pra preparar o visual da gurizada), 2 Loco Tattoo (pra cena da tatuagem) e MISC (base de tudo). Uma rede bem grande de parcerias, trocas e trabalho, que gerou um produto bem bacana. E o YouTube sempre se mostrando uma ferramenta pra lá de útil, né.

Se você não se inclui nos mais de 1.300 views do videoclipe, pode fazê-lo aqui em baixo.

Snorks – Dias


Bora entrar na rodinha?

bora?

bora?

A Pull Off deu seus primeiros passos lá em 2007, quando a Casa Fora do Eixo bombava e todos se estimulavam a produzir seus próprios eventos. Mikhail Favalessa e Felipe Dandolini, especialmente este, entraram na onda e começaram a pensar na Pull Off como um braço de produção de/para o hardcore, já que ambos faziam (e fazem) parte do Snorks, banda de hardcore da capital mato-grossensse. O primeiro evento não deu muito certo: em meio ao caos aéreo, era pro Nitrominds (SP) fazer seu show na Casa Fora do Eixo, mas não rolou. Mais pra frente, alguns domingos temáticos, também na CAFE, foram articulados pelos pulôvers, já dando início a uma caracteristica interessante da produtora: misturar o hardcore com todas as manifestações culturais que têm a ver com ele. O skate, inicialmente.

Mais recentemente, já em 2008, Fall Over e Evergreen representaram Mato Grosso do Sul em mais uma festa da produtora, se juntando a mais um elemento do hardcore: a tatuagem, no Projeto HxCx. Depois ainda teve VG Fúria – em Várzea Grande, cidade vizinha – pra tentar se aproximar da galera de lá (vide que temos já bons parceiros por ali, como o N3CR – do Sindicatto, outro parceiro).

Enfim, vários eventos com um grande objetivo: movimentar a cena de hardcore em Cuiabá, fazendo conexões com outras cidades fora-do-eixo. Aliás, a gente se baseia bastante no Circuito Fora do Eixo, no Espaço Cubo e na Volume, e nacionalmente temos grande tendência a nos conectarmos com bandas e grupos que estão próximos de movimentações ligadas ao fora do eixo.

Agora em 2009, prometemos dar mais um gás nessa rodinha e convidamos vocês a se juntarem à nossa dança.  Feche os olhos, mexa os braços,  as pernas e trombe com a gente.

Este blog que você lê agora trará notícias, resenhas e qualquer coisa que tenha a ver com o hardcore cuiabano e fora do eixo. Logo logo voltamos com mais, segura aí.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.